O esforço feito durante mais de um ano pela associação cultural “Colectivo a Postos” para recuperar e dar vida ao edifício que foi primeiro Bataria do Areeiro e depois Posto de Vigilância e Defesa da Entrada do Porto de Lisboa, teve pelo menos uma utilidade: o que antes era uma quase ruína pôde servir de imagem para uma operação de propaganda do executivo da Câmara de Oeiras.
Mas a iniciativa e o esforço do “Colectivo a Postos” tiveram outro mérito: parece terem afastado a hipótese de demolição como era o desejo original da Câmara. Foi o sucesso do projecto “Edifício Arte Contínua” que levou a Câmara a pedir a cedência de utilização do edifício ao Ministério da Defesa com o pretexto de nele vir a instalar um "Centro de Interpretação da Barra".
É certo que depois da expulsão do “Colectivo a Postos” o edifício voltou ao estado de abandono e degradação anterior mas resta a consolação de não ser demolido num futuro próximo e a esperança de que viva melhores dias como "núcleo central" do agora anunciado “Museu do Tejo”
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